SABIAS QUE A ELASTICIDADE DA TUA VIRILHA PODE ESTAR A INFLUENCIAR O TEU ASSENTO?!

Quando falamos de um bom assento, pensamos frequentemente em equilíbrio, postura, força do core ou posição das pernas. Todos estes elementos são importantes. No entanto, existe uma zona do corpo que raramente recebe a atenção que merece e que pode influenciar profundamente a qualidade do assento: a virilha.
A região da virilha, juntamente com a articulação da anca, funciona como uma ponte entre o tronco e as pernas. É através desta ligação que o cavaleiro consegue acompanhar o movimento do cavalo sem o bloquear.
Quando esta zona apresenta rigidez, o corpo perde capacidade de adaptação. A bacia deixa de acompanhar livremente o movimento, as pernas tornam-se mais tensas e o cavaleiro acaba por procurar estabilidade através da força em vez da elasticidade.
Sinais de que a tua virilha está rígida:
- Joelhos excessivamente fechados.
- Pernas que sobem ou avançam involuntariamente.
- Dificuldade em manter um contacto suave com o cavalo (força das mãos, pernas apertadas, etc).
- Rigidez da bacia.
- Assento “saltado” no trote.
- Sensação de insegurança nos movimentos mais amplos ou mais rápidos.
Para agravar mais esta situação, tentamos corrigir com o baixar dos calcanhares, relaxamos as pernas, sentamos mais fundo…tentamos tudo e mais alguma coisas, mas se a origem da dificuldade estiver na falta de elasticidade da virilha, estas correções terão um efeito limitado.
Quando a virilha tem elasticidade:
- A perna cai naturalmente ao longo do corpo do cavalo.
- A bacia acompanha melhor os três andamentos, bem como exercícios até mais complexos.
- O contacto torna-se mais suave.
- O cavaleiro consegue influenciar sem bloquear.
- O cavalo move-se com mais liberdade e descontração.
Ao longo dos anos, aprendi que muitos dos desafios que atribuímos ao cavalo começam, na verdade, no nosso próprio corpo.
O assento não é apenas uma posição. É uma conversa silenciosa entre dois seres em movimento. E essa conversa torna-se mais clara quando aprendemos a substituir a rigidez pela elasticidade.
Porque, na equitação, acompanhar é muitas vezes mais importante do que controlar.
